31 de janeiro de 2015

NA MIRA DA VERDADE?

O
S IRMÃOS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA, tal como ocorre com as Testemunhas de Jeová, estão amarrados aos seus ensinamentos organizacionais. Caso discordem deles, há punição à espera de tais. Enviaram-me um vídeo da TV religiosa dos Adventistas, do programa Na Mira da Verdade, onde uma de suas crenças é destacada e, como tento ajudar aos irmãos, postei um humilde comentário lá. Espero que alguém venha a abrir sua Bíblia, em vez de aceitar os ensinos corporativo-religionistas.

Veja meu comentário abaixo e comente se há algo de errado nele.

Clique para abrir o vídeo
Interpretação muito equivocada, típica de líderes religionistas que dão mais valor ao conjunto de crenças de sua igreja ao ensino verdadeiramente bíblico. Vou tentar dá a real versão sobre o texto de 1 Pedro 3:18-20. Vou usar a Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová por razões de modernidade:

Leiamos o texto:

   "Ora, até mesmo Cristo morreu uma vez para sempre quanto aos pecados, um justo pelos injustos, a fim de conduzir-vos a Deus, sendo morto na carne, mas vivificado no espírito. Neste [estado], também, ele foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais outrora tinham sido desobedientes, quando a paciência de Deus esperava nos dias de Noé." — 1 Pedro 3:18-20, TNM.

   A primeira questão que surge no texto, e que não é trazida à atenção pelo religionista aqui da TV, é que Jesus morreu "quanto as pecados". Isso indica que ele veio ao mundo 'debaixo de lei do pecado', sim, um que herdou o pecado adâmico. Embora, como foi dito, ele "não cometeu pecado", havia herdado ele por ser um descendente carnal de Adão e Eva, o "um só homem" que permitiu a 'entrada do pecado no mundo'. (Romanos 5:12) Jesus 'morreu para sempre quanto aos pecados' também de todos os seus discípulos - neste caso tanto o pecado herdado quanto aos praticados por eles em sua vida. 

   "Um justo pelos injustos". Jesus é um justo, mas todos nós humanos, desde Adão até o último ser humano ainda a nascer neste planeta antes da vinda de Cristo, são "injustos". Ele, portanto, 'morreu uma vez para sempre por nós'.

   Para que sua morte sacrificial serve? "para [conduzir-nos] a Deus".

   De que modo Jesus "foi morto na carne"? De dois modos: o literal e o figurado.

   Como assim?

1 - Literal: Ele era humano e ao morrer, morreu sua carne, mas seu espírito vivia. Lembremos do que ele dissera na agonia da morte:
"Pai, às tuas mãos confio o meu espírito." (Lucas 23:46) Ele estava preocupado com seu espírito, pois na morte, como diz a Palavra da verdade: "Então o pó [a carne física] retorna à terra, assim como veio a ser, e o próprio espírito retorna aos Supremos Deuses que o deram" (Eclesiastes 12:7, Tradução dos Deuses Santos das Testemunhas dos Deuses Santos) 

2 - Figurado. Jesus era "carne", isto é, herdou o pecado adâmico ("ele veio na carne" e quem não acreditar nisso é anticristo). Ao morrer a "carne", o "espírito vivificante" passou a agir. O espírito de Jesus, que ele pediu que os Deuses 'cuidassem' fora preservado  -a pessoa verdadeira de Cristo era seu espírito, o corpo 'fora-lhe dado' para habitar aqui por um tempo. Assim, não era o "espírito santo" que estivera ali. Era mesmo o espírito de Jesus ressuscitado. 


   Jesus fora "vivificado no espírito" - isto é: fora ressuscitado, ou trazido novamente à vida. 

   "Neste estado" - o de espírito - "ele foi e pregou aos espíritos em prisão". Por que haveria Jesus de "pregar" a 'espíritos prisioneiros' e quem eram estes? Acertou o líder religionista em afirmar que estes 'eram os antediluvianos', mas mentiu ao indicar quem eram eles. Não eram as pessoas que morreram nos períodos antediluvianos os que estavam "em prisão", mas sim os Deuses-Mensageiros (conhecidos também como "Anjos"). 

   Gênesis 6 fala desses "filhos dos Deuses" - os anjos - como sendo "desobedientes", pois decidiram casar-se com as "filhas dos homens", com as mulheres humanas. Deuses com humanas. Foram estes Deuses que 'foram aprisionados nas prisões' - no bíblico "Tártaro", como disse Judas (leia Judas 6, pastor que 'pastoreia a si mesmo'). Evidentemente que toda a história do pecado desses anjos e os pormenores sobre tudo o que sucedeu a eles, de como foram presos e por quem, é relatado mais precisamente no livro de Enoque — que os líderes religionistas deste sistema de coisas caprichosamente evitam, odeiam e difamam.*

   Sim, Jesus, não o espírito santo, fora "pregar" aos 'anjos que não conservaram a sua posição original, mas abandonaram a sua própria moradia correta e por isso foram reservados em laços sempiternos, em [prisão de] profunda escuridão, para o julgamento do grande dia.', como destacou Judas no texto supracitado. Mas, o que teria Jesus a pregar para esses anjos presos e que "aguardam o julgamento"?

   Ao lermos o relato de toda a "desobediência" deles com as mulheres e outros pecados, e como eles reagiram a serem pegos, nos mostra o porque Jesus foi até eles. Ocorre que eles se arrependeram aos choros de sua conduta pecaminosa. Não houve perdão para eles na época, mas fora cumprido integralmente o que se prometera. Foram mesmo presos. Porém, Enoque menciona que 'depois de 70 gerações depois', eles seriam perdoados. Conte quantas gerações Lucas alistou no seu capítulo 3 desde Enoque até Jesus e saberás do que falo . . .

   Sim, Jesus fora pregar uma mensagem de boas novas de salvação aos seus ex-irmãos, os "espíritos em prisão". Será que Jesus os perdoou? Veja o que pensava Paulo sobre isso:
Jesus 'pregou aos anjos pecadores para reconciliá-los
com os Deuses'
   "Por intermédio dele [de Jesus], [os Deuses vão] reconciliar novamente todas as outras coisas consigo mesmos, por fazerem a paz por intermédio do sangue que ele [Jesus] derramou [...], quer sejam as coisas na terra, quer as coisas nos céus."

   Quem são as "coisas na terra" que serão "reconciliadas" com os Deuses? Nós, humanos, evidentemente. E quem seriam as "coisas nos céus"? Evidentemente teriam de ser pessoas de lá e que também pecaram, como nós, e que precisam também de serem 'reconciliadas'. Quem seriam estes? Os "filhos dos Deuses", ora! Sim, seriam os mais de 200 anjos que pecaram pela "desobediência nos dias de Noé, quando a paciência dos Deuses esperava".

   Há de fato muito mais a se dizer sobre esses assuntos, mas isso faremos, se os Deuses nos permitirem.

Cordialmente, vosso irmão na fé, 

Apóstolo Testemunha dos Deuses Santos


__________
  * As Testemunhas dos Deuses Santos canonizaram o livro de Enoque e de Jubileus e estão analisando vários outros livros que, segundo elas, pertence à "toda a Escritura", como destacou Paulo. Para maiores esclarecimentos, leia a seguinte matéria: "Tenha Assegurada Toda a Palavra Profética dos Deuses"
  # Veja Boas novas aos anjos pecadores I e II e "Jesus 'apareceu a anjos'! - Quando e Quão Significativo Isto é?"


26 de dezembro de 2014

O EXEMPLO DE VIRTUDE NO REINO ANIMAL

É
Como podemos imitar as características das
serpentes e das pombas?
 INTERESSANTE que “O Primogênito de toda criação”* apontou as pombas e as serpentes como sendo dignas de imitação, dizendo: “Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos; portanto, mostrai-vos cautelosos como as serpentes,  contudo, inocentes como as pombas.” (Mat.10:16, TNM) Concernente ao tratamento hospitaleiro que deve ser dado aos merecedores#, o Deus Poderoso ¤ separou as ovelhas dos cabritos na seguinte promessa de julgamento:

   "Quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso. E diante deles serão ajuntadas todas as nações, e ele separará uns dos outros assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à sua esquerda.
   “O rei dirá então aos à sua direita: ‘Vinde, vós os que tendes sido abençoados por meu Pai, herdai o reino preparado para vós desde a fundação do mundo. Pois fiquei com fome, e vós me destes algo para comer;  fiquei com sede, e vós me destes algo para beber. Eu era estranho, e vós me recebestes hospitaleiramente; [estava] nu, e vós me vestistes. Fiquei doente, e vós cuidastes de mim. Eu estava na prisão, e vós me visitastes.’ Então, os justos lhe responderão com as palavras: ‘Senhor, quando te vimos com fome, e te alimentamos, ou com sede, e te demos algo para beber?  Quando te vimos como estranho, e te recebemos hospitaleiramente, ou nu, e te vestimos? Quando te vimos doente, ou na prisão, e te fomos visitar?’ E o rei lhes dirá, em resposta: ‘Deveras, eu vos digo: Ao ponto que o fizestes a um dos mínimos destes meus irmãos, a mim o fizestes.’ Então dirá, por sua vez, aos à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim,  vós os que tendes sido amaldiçoados, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos…'”  ̶  Mat. 25:31-46, TNM.

O CONCEITO DE VIRTUDE É FENOMENAL
   Virtude é uma qualidade moral particular e vem do grego e latim.  Virtude é a disposição de um indivíduo de praticar o bem; e não é apenas uma característica, trata-se de uma verdadeira inclinação. Virtudes são todos os hábitos constantes que levam o homem para o caminho do bem. Há de fato diferentes usos do termo que, em conjunto, estão relacionados com a força, a coragem, o poder de agir, a eficácia de um ou a integridade da mente. Virtude é um conceito que remete para a conduta do ser humano, quando existe uma adaptação perfeita entre os princípios morais e a vontade humana. Há virtudes intelectuais, que são ligadas à inteligência e as virtudes morais, que são relacionadas com o bem. A virtude intelectual consiste na capacidade de aprender com o diálogo e a reflexão em busca do verdadeiro conhecimento. A virtude moral, por sua vez, é a ação ou comportamento moral, é o hábito que é considerado bom de acordo com a ética. Virtude foi um tema bastante abordado pelo filósofo Aristóteles, que fez a diferenciação entre virtudes intelectuais e virtudes éticas (ou morais), sendo que o estado ideal é a moderação, o que se encontra no meio do defeito e do excesso.

Virtude Intelectual. Virtude intelectual é aquela que nasce e progride graças aos resultados da aprendizagem e da educação, e a virtude moral não é gerada em nós por natureza, é o resultado do hábito que nos torna capazes de praticar atos justos. Para Aristóteles, não existem virtudes inatas, todas se adquirem pela repetição dos atos, que gera o costume, e esses atos, para gerarem as virtudes, não devem desviar-se nem por falta, nem por excesso, pois a virtude consiste na justa medida, longe dos dois extremos. Segundo Platão, cada segmento da alma deve atuar de acordo com a virtude que lhe corresponde. Desta forma, a ação do homem é determinada. Em geral, na linguagem cotidiana, a virtude é usado para nomear as qualidades gerais de qualquer pessoa. No âmbito da religião cristã, as virtudes são catalogadas como virtudes teologais, teológicas ou sobrenaturais como a fé, esperança e caridade e ascardeais, ou seja, a prudência, temperança, fortaleza e justiça. De acordo com a doutrina cristã, Deus dá ao homem algumas virtudes para agir como seu Filho e para viver uma vida abundante. http://www.significados.com.br/virtude/

A VIRTUDE CONSTANTE NO PROGRAMA DE VIDA TRANSCENDENTAL
   Mohandas Karamchaud Gandhi, designado o Mahatma, é visto como obreiro da independência da Índia, preconizando e seguindo a ação baseada no principio da não-violência. Como que exaltando toda virtude que há, é referenciado como tendo dito os sete (7) perigos para a virtude humana: 1. Riqueza sem trabalho; 2. Prazer sem consciência; 3. Conhecimento sem carácter; 4. Negócios sem ética; 5. Ciência sem humanidade; 6 Religião se sacrifício e 7. Politica sem princípios. “Uma mudança em geral requer uma mudança em particular.”


   Dezoito séculos antes de Gandhi ter existido, o autor da segunda carta de Pedro, tendo autoridade para ensinar quem quer que fosse, sobre a virtude constante no programa de vida cristã (em jeito de conselho pertinente), ele escreveu o seguinte: "Benignidade imerecida e paz vos sejam aumentadas pelo conhecimento exato de Deus e de Jesus,  nosso Senhor,  visto que o seu divino poder nos tem dado gratuitamente todas as coisas que se referem à vida e à devoção piedosa,  por intermédio do conhecimento exato daquele que nos chamou pela glória e virtude. Por intermédio destas coisas ele nos tem dado gratuitamente as promessas preciosas e mui grandiosas,  para que, por intermédio delas, vos tornásseis parceiros na natureza divina,  tendo escapado da corrupção que há no mundo pela concupiscência.  ̶  2 Ped. 1:2-4 TNM.


Consequentemente, como que resumindo as implicações dos dizeres e promessas da boca do Messias, o conselho elogioso do apóstolo Pedro (á todos que se sentem tocados com o exemplo de virtude no reino animal) é o seguinte:  “Sim, por esta mesma razão, por contribuirdes em resposta todo esforço sério,  supri à vossa fé a virtude,  à [vossa] virtude, o conhecimento,  ao [vosso] conhecimento, o autodomínio, ao [vosso] autodomínio,  a perseverança, à [vossa] perseverança, a devoção piedosa,  à [vossa] devoção piedosa, a afeição fraternal, à [vossa] afeição fraternal, o amor.  Pois, se estas coisas existirem em vós e transbordarem, impedirão que sejais quer inactivos quer infrutíferos no que se refere ao conhecimento exacto de nosso Senhor Jesus Cristo. ̶  2 Ped. 1:5-8, TNM.

Em sintonia com o programa de vida transcendental, o apóstolo Paulo faz a seguinte conclusão edificante: “Por fim, irmãos, todas as coisas que são verdadeiras, todas as que são de séria preocupação, todas as que são justas, todas as que são castas,  todas as que são amáveis,  todas as coisas de que se fala bem, toda virtude que há e toda coisa louvável que há, continuai a considerar tais coisas.  As coisas que aprendestes bem como aceitastes, e ouvistes, e vistes, em conexão comigo, estas praticai; e o Deus de paz estará convosco.”  ̶  Fil. 4:8,9, TNM.

____________ 
Estes textos abaixo são da (T)radução do (N)ovo (M)undo, eis o link: http://www.jw.org/pt/publicacoes/biblia/nwt/livros/

* Col.1:15; Rev.3:14
#Mat.10:11
¤Isa.9:6
†João 1:41


E para motivo de comparação com outras traduções da Bíblia, visite os sites: http://biblia.com.br/joao-ferreira-almeida-atualizada/    http://www.abiblia.org/recursos.php?a=1a









25 de dezembro de 2014

O PACTO ABRAÂMICO RECONSIDERADO

“Multiplicarei o teu descendente como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há à beira do mar; e teu descendente tomará posse do portão dos seus inimigos. E todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de teu descendente, pelo fato de que escutaste a minha voz.” — Gênesis 22:17, 18, TNM.

O
 ESTUDO de A Sentinela de 15 de outubro de 2014 objetiva o fortalecimento da fé das Testemunhas de Jeová no Reino de Jeová. Concordemente, o título do estudo, que abrange as páginas 7 à 12, é: “Tenha fé inabalável no Reino”, cujo texto base de estudo é Hebreus 11:1: “A fé é a expectativa certa de coisas esperadas”, conforme a Tradução do Novo Mundo. Logo no parágrafo 1 a revista chama a atenção para a “base que há” para que as Testemunhas depositem sua “fé inabalável no Reino”. Qual é esta base? Como resposta a revista chama a atenção os pactos realizados pelos Deuses no decorrer dos tempos. Daí cita seis deles como “principais que estão relacionados ao Reino messiânico nas mãos de Cristo Jesus: (1) o pacto abraâmico, (2) o pacto da Lei, (3) o pacto davídico, (4) o pacto para um sacerdote como Melquisedeque, (5) o novo pacto e (6) o pacto do Reino.” — Parágrafo 3 da revista.

   Visto que ainda me considero uma Testemunha de Jeová,1 recentemente fiz desses seis pactos e deste artigo de A Sentinela objetos de meu estudo pessoal. Achei bastante proveitoso reestudar todos esses assuntos, pois, desta vez, fiz isso não como quando era uma fiel Testemunha dos do Corpo dos Governantes, isto é, apenas pintando os parágrafos e evitando as especulações.2 Desta vez fiz o meu estudo como um cristão livre e utilizando minha ‘mentalidade nobre’, como faziam os cristãos bereanos no passado. (Veja Atos 17:11.) Tenho muita confiança de que as minhas pesquisas poderão enriquecer em muito aos irmãos e interessados que aqui vêm em busca de “sabedoria e compreensão espiritual”. (Col. 1:9) Por isso, postarei aqui as conclusões de meus estudos para o benefício de todos. Dividirei minhas pesquisas em seis partes (ou postagens) — uma para cada pacto estudado em A Sentinela. Peço você que fique atento não só às refutações à revista e aos ensinamentos provindos dos do Corpo dos Governantes, mais, sobretudo, aos novos entendimentos fornecidos. Veja se eles condizem com as Escrituras ou se falo de minha própria iniciativa. — Compare com João 5:19; 7:17, 18; 14:10.
O PACTO ABRAÂMICO
   O primeiro pacto tratado pela revista é o Pacto Abraâmico.3 E a parte do periódico que o examina correspondem aos parágrafos 9 a 12 (páginas 9 e 10) — conforme imagem ao lado. (Clique nela para ampliá-la ao tamanho real.) O subtítulo do estudo é: “Um pacto identifica o descendente”. Quem seria este “Descendente”? À medida que vermos isso saberemos que ele difere do “descendente” que é apresentado pelos do Corpo dos Governantes, o que modificará o inteiro curso da compreensão do pacto abraâmico. Fique ligado. O parágrafo 9 cita Atos 7:2, 3 (citação feita por Estêvão do texto hebraico.) Leiamos: “[Estêvão] disse: ‘Homens, irmãos e pais, ouvi. O Deus da glória apareceu a nosso antepassado Abraão enquanto ele estava na Mesopotâmia, antes de fixar residência em Harã’.” Interessante esta expressão usada por Estêvão. O que denota “o Deus da glória”? Será que Estêvão aludia à “glória” do tipo comum, ou à do tipo especial: a aeronave de Jeová? É bastante provável que Estêvão relatava este último tipo de “glória”, pois do contrário, ele teria falado diferente, algo como: “o Deus glorioso” em vez de “o Deus da Glória”. — Veja Cempertai! de setembro eoutubro de 2014.

   Conforme Gênesis 12:1-3 Jeová disse a Abraão para que ‘saísse de entre seus parentes e de sua cidade, Ur, e fosse viver nas terras de Canaã’.4 Disse que ‘faria dele uma grande nação e que o engrandeceria, tornando-o uma bênção para todas as famílias do solo’. Este foi o pacto que Jeová fizera com Abraão quando este, então com 75 anos, deixou Harã e atravessou o rio Eufrates. A “grande nação” que sairia de Abraão seria o seu “Descendente”. Mas quantas pessoas estariam envolvidas?
UM “DESCENDENTE” INCOMPUTÁVEL
   O parágrafo 10 do estudo de A Sentinela começa por dizer que “Jeová reafirmou sua promessa a Abraão várias vezes, sempre acrescentando detalhes.” São Inseridos ali textos de Gênesis, mas não transcritos. Eu os li e detectei as possíveis razões de eles não terem sido transcritos pelos do Corpo dos Governantes em sua revista. Há nos textos algo que coloca os ensinamentos desses homens como que em maus lençóis! Leiamos Gênesis 13:15-17 na íntegra: “Porque a ti e a teu descendente vou dar toda a terra para a qual estás olhando, até um tempo indefinido. E vou fazer o teu descendente semelhante às partículas de pó da terra, de modo que, se um homem pudesse contar as partículas de pó da terra, então a tua descendência poderia ser computada. Levanta-te, percorre o país no seu comprimento e na sua largura, porque vou dá-lo a ti.”

   Observe que Jeová declara que, como parte do pacto abraâmico, ‘faria que o descendente de Abraão fosse semelhante às partículas de pó da terra, incomputável’. Repare também que no texto se usa o singular — “teu descendente” —, e não o plural. Entretanto, este singular “descendente” seria ao mesmo tempo inumerável, como as partículas do pó da terra! Como isso pode ser? O apóstolo Paulo também confirmou a singularidade deste “Descendente”. Leiamos Romanos 9:6-8: “No entanto, não é como se a palavra de Deus tivesse falhado. Porque nem todos os que procedem de Israel são realmente ‘Israel’. Tampouco por serem O Descendente de Abraão são todos eles filhos, mas: O que será chamado “teu descendente” será por intermédio de Isaque.’ Quer dizer, os filhos na carne não são realmente os filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que são contados como o Descendente.”, TNM.

   Paulo relaciona “O Descendente” como sendo os plurais “filhos de Deus” (“filhos dos Deuses”, TDS). Em quem literalmente se cumpriria o pacto abraâmico que trata do “descendente”? Como ilustração dada pelo espírito, Paulo compreendeu um tipo profético que existiu entre Ismael e Isaque — o “filho da carne” X o “filho da promessa”. Daí ele apontou para o cumprimento real, dizendo que Isaque, o “filho da promessa”, representava todos os cristãos, seja ele judeu ou os das “outras ovelhas” que Jeová suscitariam dentre “todas as nações da terra”. (João 10:16) Paulo explicou que “O Descendente” seria, coletivamente falando, “[todos] nós, a quem [Jeová] chamaram não somente dentre os judeus, mas também dentre as nações(Rom. 9:24; Itálico nosso.) “Os filhos na carne” representa todos os 'escravos do pecado' e que estavam querendo se justificar debaixo da Lei Mosaica, isto é: os judeus naturais.5 (João 8:34, 35) Estes, diz o espírito dos Deuses santos, “não [se tornaram] realmente os filhos de Deus [por espírito]”. Prosseguindo, explica-se que “os filhos da promessa, os que não eram mais "escravos do pecado", é que são contados como o descendente.” (Note Rom. 6:6; 2 Ped. 2:19) Assim, os cristãos, que são os “filhos da promessa”, constitui-se no singular “O Descendente”. Numericamente, quantos cristãos existem? Quantos já existiram? Quantos ainda existirão? De acordo com a profecia ligada ao pacto abraâmico, existiriam tantos cristãos quanto “o pó da terra, incomputável”! Sendo assim, como é que os do Corpo dos Governantes dizem que somente 144 mil homens e mulheres compõe “O Descendente”?
O “DESCENDENTE” SÃO TODOS "CRISTOS  OU "UNGIDOS"!
   Curiosamente, o mesmo apóstolo, Paulo, agora escrevendo aos cristãos Gálatas, destaca uma segunda particularidade muito importante do pacto abraâmico. Diz ele inicialmente que “O Descendente” mencionado em conjunto com esse pacto cumpre-se apenas em “Cristo”. Disse ele: “Um pacto validado, embora seja de homem, ninguém repele nem lhe faz acréscimos”, diz Gálatas 3:15, 16, e completa: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente. Não diz: ‘E a descendentes’, como no caso de muitos, mas como no caso de um só: ‘E a teu descendente’, que é Cristo.” Por que Paulo aparenta ser um contraditor de suas próprias palavras escritas em Romanos 9:24? O contexto de Gálatas nos ajuda no entendimento dessas particularidades sutis dadas pelo espírito. Ele (o contexto) não deixa dúvidas de que Paulo está apenas sublinhando a questão da unidade existente tanto entre os Deuses santos Jeová como entre cristãos e o Senhor Jesus, conforme veremos a seguir.

   O “Descendente” é chamado por Paulo de “Cristo”. Embora saibamos que o Senhor Jesus é “O Cristo dos Deuses”, não é a ele que Paulo se referiu em Gálatas 3:16, mas a todos os cristãos — quer os cristãos judeus quer os de outras nacionalidades; os daqueles tempos e os de agora —, pois eles são todos “ungidos”, ou “cristos”, do grego Khri·stós. (Luc. 9:20) Coletivamente falando, todos eles são ‘o descendente ungido’. Paulo explica esse segredo sagrado nas seguintes palavras: “Todos vós sois, de fato, filhos de Deus, por intermédio da vossa fé em Cristo Jesus. Pois todos vós, os que fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo [“Vos vestistes (identificastes) como Cristos”, n Tradução dos Deuses Santos das Escrituras Sagradas] Não há nem judeu nem grego, não há nem escravo nem homem livre, não há nem macho nem fêmea; pois [embora literalmente muitos, como o pós e como as estrelas, simbolicamente] todos vós sois um só em união com Cristo Jesus. Além disso, se pertenceis a Cristo, sois realmente descendente de Abraão, herdeiros com referência a uma promessa.” (Gál. 3:26-29, TNM; Itálico nosso.) Portanto, todos os cristãos se ‘revestiram do termo Cristo’ e todos eles compõe o coletivo “descendente” do pacto abraâmico.

   Assim, as Escrituras dizem que só pode haver um Descendente no sentido da união existente entre todos os cristãos e o próprio Cristo. Neste mesmo sentido “os Deuses são apenas um”, destacou Paulo um pouco antes. (Gál. 3;20) Assim, de modo literal, os ‘descendentes de Abraão’ são tão inumeráveis quanto as ‘partículas de pó da terra’; mas de modo simbólico, o espiritual, todos eles (assim como se dá com todos os Deuses santos Jeová) constituem juntos em uma só pessoa — Um só “Descendente”. Ademais, como também destacado, todos os cristãos (‘O Descendente de Abraão pela fé’) são os mesmos “filhos dos Deuses”, que, como evidenciou perspicazmente o último número de A Continela (ct20P_setdez14), estão aguardando 'a revelação dos celestiais Filhos dos Deuses para entrarem na liberdade gloriosa usufruída por eles há mais de uma eternidade’. Quem ainda não alcançou a unidade no espírito deve correr, pois os Deuses cumprirão sua promessa em “Um só Descendente” e não em vários. — Efé. 4:3; Compare isso com as declarações feitas pelo próprio Senhor Jesus em João 14:20; 17:3, 11, 20-23.
SÓ 144 MIL CRISTÃOS SÃO O “DESCENDENTE” NO PACTO ABRAÂMICO?
   O outro texto apontado no estudo de A Sentinela (§ 10) é Gênesis 17:1-8, 16. Da mesma forma que o primeiro (Gênesis 13:15-17), este também fala em muitíssimos “descendentes” de Abraão, e não apenas 144 mil pessoas. “E vou fazer o meu pacto entre mim e ti, para multiplicar-te muitíssimo. (17:2) “Tu [Abraão] te tornarás certamente pai duma multidão de nações”. (17:4) Também, abordando a singularidade espiritual de todos eles, diz-se novamente deles todos como sendo “teu descendente”. (17:6) Porém, nunca que o texto, destacando o lado literal numérico deles, limita isso há apenas 144 mil pessoas ou mesmo a um número finito delas. Está mais que clara a ideia de que é em todos os cristãos que se cumpre a promessa do pacto abraâmico. Eles é que se tornam o singular profético e espiritual “Descendente de Abraão”, e não apenas 144 mil. (Heb. 2:16) Mas talvez alguém pergunte: “Não é verdade que somente os que estão no pacto abraâmico, ‘O Descendente’, é que reinarão no Reino com Cristo?” — Talvez seja o caso de a gente buscar melhor entendimento sobre isso. (Veja o quadro abaixo) Mas talvez queira entender algo sobre o termo "reinar".

   Há duas formas apresentadas nas Escrituras para “reinar”: Os que reinarão com Cristo quais “reis e sacerdotes” (estes “reinarão por mil anos” — veja Revelação [Apocalipse] 20:4-6), e há os que “reinarão para todo o sempre”, e que, evidentemente, são os mesmos que “hão de reinar sobre a terra”. A Bíblia, portanto, apresenta a estes últimos um ‘reinado’, não no Reino, nos céus, mas no sentido de “viverem para todo o sempre” na terra. (Revelação [Apocalipse] 22:5; 5:10) Assim, de um modo ou de outro — ou de ambos os modos — todos os Cristãos “reinarão”. Você está se aprontando para reinar? Espero que sim.

   Ainda no parágrafo 10 da revista, pede-se para lê dois textos destacados em negrito, os quais destacam a questão da fé que teve Abraão e Noé. São eles Gênesis 22:15-18 e Hebreus 11:17, 18. Vamos lê apenas Gênesis para vê se extraímos dali mais detalhes do pacto abraâmico evitados pelos do Corpo dos Governantes. Diz o texto: “E o anjo de Jeová passou a chamar Abraão pela segunda vez, desde os céus, e a dizer: Juro deveras por mim mesmo, é a pronunciação de Jeová, que, pelo fato de que fizeste esta coisa e não me negaste teu filho, teu único, seguramente te abençoarei e seguramente multiplicarei o teu descendente como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há à beira do mar; e teu descendente tomará posse do portão dos seus inimigos’.” O que há de especial a ser destacado neste texto e em que ele corrobora ainda mais para sublinhar todas as verdades já destacadas, mas evitadas pelos verdadeiros apóstatas, os do Corpo dos Governantes de minha própria religião, as Testemunhas de Jeová?

   Repare primeiramente que o “anjo” que falou “desde os céus” com Abraão é ele também um Jeová. A verdade bíblica é que todos os “Mensageiros” (do hebraico מַלְאַ֥ךְ [mal·’a] greco-latim-português: ἄγγελος, angelos, Anjos) são os mesmos Deuses Jeová. (Veja A Continela ct19P_julset14, p. 17.) Ele jurou que o “descendente” de Abraão seria multiplicado “como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há à beira do mar.” Novamente, será que há apenas 144 mil estrelas ou grãos de areia nas praias dos muitos mares da terra? Não acha insensato concluir isso do texto sagrado? De modo que são inescusáveis as muitas desculpas vindas da parte dos do Corpo dos Governantes com objetivos iníquos de sustentar seus ensinamentos mentirosos.

   Antes eu não sabia disso, mas desde 2010 tenho avisado aos irmãos sobre todas as mentiras inventadas por eles. Visto que considero a todos os irmãos Testemunhas como também parte do “Descendente” de Abraão, tenho advertido a todos eles sobre as muitas formas que os do verdadeiro conglomerado apóstata, os do Corpo dos Governantes, seus líderes, têm aplicado na arte da manipulação das Escrituras com o objetivo de criarem seus entendimentos particulares visando unicamente uma coisa: ‘sentar-se cobre o templo dos Deuses’ — os discípulos de Cristo que eles dizem não ser parte do “Descendente”, mas simples ‘beneficiários dele mediante obediência e submissão aos “ungidos”’, isto é, submissos a si próprios. — Compare com 2 Tessalonicenses 2:4 e veja AContinela de janeiro a março de 2013.

   Assim, embora esses verdadeiros apóstatas concordem no parágrafo 10 de sua revista que “O Descendente” de Abraão “seria composto por um grande número de pessoas”, limitam no paragrafo 11 esse “grande número de pessoas” em duas partes pequenas: “[a] parte principal do descendente de Abraão é Cristo, e a parte secundária [que são os] 144 mil cristãos ungidos por espírito”. Como que para dá um ar de realismo a essas suas conclusões especulativas e antibíblicas, inserem o bom nome do apóstolo Paulo como que concordando com seus argumentos.

   Também, embora seja verdade que “a mulher que produz o descendente é ‘a Jerusalém de cima’”, conforme Gálatas 4:26, 31, em parte alguma consta a informação inserida adicionalmente ali no parágrafo 11 da revista, a de que esta cidade seja “a parte celestial da organização de Deus, composta de leais criaturas espirituais”. Percebi que o uso da palavra “organização” é feita ali com um único propósito: dá validade à existência de uma “parte terrestre da organização de Deus”, isto é: a Sociedade Torre de Vigia junto com a autoridade e domínio exercida por aqueles homens sobre as massas de Testemunhas, que, tendo sido cegadas, tem preferido ‘obedecer antes a estes governantes que aos Deuses santos quais verdadeiros Governantes’ delas. Assim, estes apóstatas seguem ‘dominando homens para o prejuízo destes’ — 2 Cor. 4:4; Atos 5:29; Gál. 4:26, 31; Ecl. 8:9.
‘OS DEUSES NÃO MENTEM’: TODOS OS CRISTÃOS SÃO O “DESCENDENTE DE ABRAÃO”
   O parágrafo 12 do estudo de A Sentinela inicia-se por falar uma tremenda mentira, a de que “o pacto abraâmico aponta para o Rei e seus corregentes no Reino de Deus”. Nego isso. O pacto abraâmico aponta é para Jesus e todos os discípulos deste como sendo o coletivo “Descendente” de Abraão pela fé, tornando a tais também “filhos de Deus”. (Compare com Gálatas 3:7-9.) Tanto é mentira o que dizem que Hebreus 6:13-18, ali inserido, nem mesmo menciona as palavras “Rei”, “corregentes” ou “Reino de Deus”. Confira:

“Pois, quando Deus fez a sua promessa a Abraão, uma vez que não podia jurar por ninguém maior, jurou por si mesmo, dizendo: Certamente, abençoando te abençoarei e multiplicando te multiplicarei. E assim, depois de Abraão ter mostrado paciência, ele obteve esta promessa. Pois os homens juram por alguém maior, e o seu juramento é o fim de toda a disputa, visto que é para eles uma garantia legal. Desta maneira Deus, quando se propôs demonstrar mais abundantemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu conselho, interveio com um juramento, a fim de que, por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, nós, os que fugimos para o refúgio, tenhamos forte encorajamento para nos apegar à esperança que se nos apresenta.” — Heb. 6:13-18.

   Definitivamente não há no texto nada que aluda à afirmação inicial do parágrafo da revista. Nem mesmo a ideia de ‘reinado’ aparece no texto. Obviamente se percebe que o intuito na afirmação feita ali é para sustentar o reinado dos do Corpo dos Governantes sobre os mais de sete milhões de irmãos Testemunhas. O texto, no entanto, evidencia mais uma vez o que nós, Testemunhas dos Deuses Santos, defendemos como sendo a verdade: que todos os anjos são também Deuses santos Jeová. Como vimos no texto de Gênesis 22:15, 16 transcrito mais acima, um ‘anjo de Jeová’ foi quem ‘jurou por si mesmo que abençoaria Abraão e seu Descendente, multiplicando-O como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há à beira dos mar’. Entretanto, Paulo, ao transcrever o texto aqui em Hebreus, diz que quem fez isso foi “Deus” — evidentemente um deles. Esta revelação é mais que evidente que o ensino do politeísmo é que é o literal e verdadeiro, ao passo que, quando a Bíblia trata do monoteísmo, sempre destaca seu aspecto simbólico, ou não-literal. Portanto, tão certamente como “é impossível que os Deuses mintam”, assim também tem sido sua Palavra, as Santas Escrituras. Elas tampouco mentem sobre a pluralidade de Jeová. Quem era os “nós” que, como Paulo destacou no texto de Hebreus, ‘fugiram para o refúgio’ e o que representa este lugar?
O DESCENDENTE FUGIU PARA O PACTO ABRAÂMICO
   Os “nós" mencionados por Paulo em sua carta aos Hebreus são todos os discípulos de Jesus, em todos os tempos. O “refúgio” para onde estes fogem é a ‘promessa juramentada’ dos Deuses concernente ao Pacto Abraâmico. Cada um de nós cristãos, por sermos parte do “Descendente”, fugimos do estado de “carne” (pecadores) para o “refúgio” do juramento imutável de Jeová através do nosso Senhor Jesus, que foi o nosso “precursor” nesta fuga e que nos conduziu à vida como “espíritos” — pessoas que não praticam mais o pecado e nem são mais escravos dele. (Gál. 5:19-25; Rom. 8:4) Este “refúgio” e a esperança que ela nos dá é o equivalente à uma “âncora para a alma” e “ela”, diz o espírito, “penetra até o interior da cortina” — isto é: nos conduz ao Santíssimo dos “céus”, à condição de “filhos dos Deuses” para que possamos está ‘aguardando a liberdade gloriosa dos celestiais Filhos dos Deuses na revelação de Jesus Cristo’ a ser realizada depois do ano 2203 EC.6 (Heb. 6:19, 20; Rom. 8:19-25) O pacto abraâmico é “por tempo indefinido” para com seu “Descendente”: nós e Jesus, nosso Amo e Rei da glória, o mais novo aprendiz de “Antigo de dias”. — Veja as páginas 18 a 21 de A Continela de outubro a dezembro de 2014, ct20P_outdez14.
OS DO CORPO DOS GOVERNANTES SÃO MAUS E HIPÓCRITAS — FUJA DELES
   Por fim, há uma tremenda maldade hipócrita nas palavras conclusivas do estudo de A Sentinela – Anunciando o Reino de Jeová sobre o pacto abraâmico. (Ou seria agora mais correto chamarmos a revista de A Mentinela – Renunciando o Reino de Jeová?) Depois de dizer que este pacto permanecerá em vigor “até que o Reino messiânico destrua os inimigos de Deus”, propaga que “todas as famílias da Terra [serão] abençoadas.” Os “inimigos” amparados pelo texto citado (1 Coríntios 15:23-26) são, respectivamente, “todo governo”, “toda autoridade e poder” e oúltimo inimigo, a morte”. Quem, segundo os do Corpo dos Governantes, também faz parte dos “inimigos de Deus”? Talvez os demônios ou os Satãs? É certo que estes também são inimigos. Mas é a outros seres que estes hipócritas maldosos sutilmente taxam de “inimigos de Deus” na conclusão de seu estudo. A estes “inimigos” eles querem que sejam mortos no Armagedom. Quem são eles? São os humanos não-Testemunhas: homens, mulheres, idosos, e até crianças — 99% da humanidade! Eles até costumam colorir suas revistas com todos estes sendo mortos no Armagedom!

   Não raro, até mesmo aos já feitos Testemunhas eles costumam aterrorizar com a mesma perspectiva terrível. Costumem dizer-lhes: ‘Caso vocês saiam de debaixo de nossa governança, todos vocês morrerão junto com os iníquos da humanidade no Armagedom’. Quanta crueldade e hipocrisia! Querem que todos morram ao mesmo tempo em que falam em ‘abençoar todas as famílias da terra’.7 Não é por menos que a Escritura diz que ‘o julgamento de tais homens será mais pesado’.  — Tia. 3:1; Luc. 12:48.

   Concluindo o estudo, a revista diz sobre os que permanecerem submissos aos do Corpo dos Governantes por mais de mil anos: “Os que viverem então na Terra [no fim do reinado milenar de Cristo] serão beneficiados eternamente”. (Itálico em “beneficiados” nosso) Assim, de um modo excessivamente maldoso, os do Corpo dos Governantes termina seu estudo sobre o pacto abraâmico indicando indiretamente que se as Testemunhas de Jeová se mantiverem obedientes aos seus líderes humanos, poderão ‘ser beneficiadas’ pelo pacto abraâmico, em vez de reconhecer e indicar a verdade: que todas elas já há muito que foram beneficiadas por tornarem-se parte do “Descendente de Abraão” mediante a obediência destes ao Senhor Jesus Cristo e por terem eles ‘fugido para o refúgio’, para debaixo do pacto abraâmico.

   Portanto, vai o meu recado a todos vocês, meus irmãos Testemunhas: Tomem muito cuidado com a sua fé, pois estes terroristas da fé ‘andam em volta como leões que rugem procurando devorá-los’. (1 Ped. 5:8) Acolha a exortação de seu irmão, o Apóstolo Testemunha dos Deuses Santos, que fala mediante a Palavra dos Deuses: “Persisti em examinar se estais [mesmo] na fé, persisti em provar o que vós mesmos sois. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em união convosco? A menos que estejais reprovados. Eu espero, deveras, que venhais a saber que não estamos reprovados [como os do verdadeiro conglomerado apóstata, os do Corpo dos Governantes, vossos líderes, querem que aconteça].” — 2 Cor. 13:5, 6.

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  1 Em abril deste ano eu fui desassociado da Sinagoga das Testemunhas pelos anciãos de lá, o Valmir, o Bento e o João Coelho. Embora que uma pessoa nesse estado não mais é considerada uma Testemunha de Jeová pelos demais fiéis, não é assim que eu vejo as coisas. Por duas razões eu digo orgulhosamente que ainda sou uma Testemunha de Jeová: (1) Fui desassociado não por ter violado os princípios bíblicos que leva à desassociação. A razão de minha desassociação foi por ter feio exatamente o contrário: por eu ter participado dos emblemas na Refeição Noturna do Senhor, em obediência ao que Cristo ordenou para “todos” os seus discípulos (leia Mateus 26:26-29) mas que os do Corpo dos Governantes discordam dele; (2) Nem os do Corpo dos Governantes, nem quaisquer um de seus governados, as Testemunhas, podem, de direito, dizer quem é ou quem não é Testemunha de Jeová. Só os Deuses santos, os próprios Deuses Jeová, é quem pode de direito indicar quem é e quem não é servo Seus. Eu tenho plenas confiança e convicção de que eles não me desassociaram, e isto é o que me tranquiliza e me conforta todos os dias;

  2 As Testemunhas de Jeová são impedidas pelos seus líderes de fazer o verdadeiro estudo pessoal das Escrituras. Elas não podem discordar dos ensinamentos transmitidos a elas pelas publicações produzidas pela Torre de Vigia, a empresa comandada pelos do Corpo dos Governantes. Caso uma Testemunha de Jeová decida discordar publicamente ou sequer comentar suas dúvidas com outra Testemunha, ele positivamente será desassociado e tido pelos fiéis como um apóstata e “doente mental”. Por medo disso elas obedecem cegamente a tudo o que seus líderes mandam. Por isso se pode dizer que elas são Testemunhas, não de Jeová, mas desses homens — são Testemunhas dos do Corpo dos Governantes, cuja abreviação é: TCG. — Veja o artigo “Você é apenas um pintor de revistas?” em AContinela de julho de 2012, p. 11;

  3 O próximo pacto que eu postarei aqui é o de número 2, o pacto da Lei;

  4 As terras chamadas nas Escrituras de “Canaã” de modo algum deveriam ser chamadas assim, mas de “as terras de Sem”. Ocorreu que, quando Cã e seus descendentes rumavam para a terra que lhes fora dada por herança, isto é, as terras do Egito e Etiópia, eles se detiveram nas boas terras de seu irmão Sem e ali permaneceram. É por isso que se fala dos territórios de Israel como “Canaã”.

  5 Veja o pleno significado do termo “carne” lendo o último número de A Continela ct20P_setdez14, p. 11 e 12.

  6 Há muito a ser dito sobre esta data, mas o espírito tem me impedido de falar pormenores atualmente. Devemos aguardar a Sua (dele) vontade.


  7 Se todos os cristãos são “O Descendente” de Abraão, quem é ‘todas as famílias da terra que serão abençoadas por meio deles’? São os 99% da humanidade, afora os iníquos — os semelhantes a “cabritos” que serão mortos por Jesus Cristo e todos os “Filhos dos Deuses” que vierem com ele na Sua “revelação”. — Mat. 25:31, 33, 41-46; 1 Tes. 1:7,-10.